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Artigos APAMVET

Insetos na alimentação animal

Boletim APAMVET, v. 12 n. 3 (2021)

Os insetos são uma classe de animais que estão presentes em diversos nichos ecológicos. Eles possuem um elevado grau de especialização com relação às necessidades de ambiente, alimentação e desenvolvimento. Dessa forma, o domínio de suas técnicas de criação com vistas ao aproveitamento comercial de seus produtos é uma janela de oportunidade que se abre com vantagens ecológicas, mercadológicas e produtivas.


Insetos na alimentação humana

Boletim APAMVET, v. 12 n. 3 (2021)

Os insetos têm má reputação, causam repulsa, alguns picam, outros estragam nossos alimentos, e nos fazem lembrar de controle de pragas. A verdade é que a população está crescendo bastante, com aumento constante para nove bilhões de pessoas até 2050, é previsto aumento no nosso sistema alimentar (para humanos e animais) e com isso uma pressão ainda maior sobre o meio ambiente, existe a previsão de escassez de terras agrícolas, água, florestas, biodiversidade, bem como nutrientes e energias não renováveis. Os insetos usam menos recursos do que o gado tradicional, têm qualidade nutricional comparável a dos alimentos de origem animal. A alimentação dos insetos pode ser adaptada para influenciar a composição nutricional. Perfis de ácidos graxos, colesterol, vitamina A micronutrientes como ferro, fósforo, selênio, zinco, cobre, manganês, além da proteína são algumas das qualidades documentadas que podem ser influenciadas pela dieta.


Nanocompósito é eficiente para regeneração de fraturas em animais de grande porte

Boletim APAMVET, v. 12 n. 3 (2021)

A Redação do Boletim APAMVET entrevistou Dra. Geissiane Moraes Marcondes, CRMV-SP 25.439, e Dra. Nicole Fidalgo Paretsis médica-veterinária CRMV-SP 30742 a respeito do uso de um nanocompósito a base de carbono. É um trabalho multidisciplinar que foi realizado sob orientação do Prof. Dr. André Luís do Valle De Zoppa, do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo.


Uso de insetos na alimentação de peixes

Boletim APAMVET, v. 12 n. 3 (2021)

A aquicultura mundial é uma atividade importante para a segurança alimentar e responderá com 57% do total de pescado destinado ao consumo humano. A farinha de peixe é um dos principais ingredientes usados nas rações aquícolas. Dietas para peixes podem representar até 80% dos custos de produção e os níveis de inclusão de farinha de peixe nas formulações pode alcançar 64%. Neste sentido, a produção de dietas na aquicultura dependerá de fontes de proteínas sustentáveis. Neste contexto, insetos podem ser considerados fontes de proteína com teores de 25% a 75%. Insetos podem ser fonte de leucina, prolina, tirosina e valina, com perfil aminoácidico similar a farinha de peixes e melhor que farelo de soja. Também podem ser considerados fontes de ácidos graxos poli insaturados. A farinha de mosca-soldado negra, tenebrio molitor e grilo podem substituir parcialmente ou totalmente a farinha de peixe em dietas para peixes sem causar efeitos negativos no desempenho zootécnico, (...)


Bem-estar animal - uma ciência em evolução

Boletim APAMVET, v. 12 n. 2 (2021)

A ciência do bem-estar vem ganhando força graças a muitas pesquisas na área que possibilitam o entendimento sobre a senciência e as diferentes formas como os animais lidam com os desafios de ambientes artificias, quando estão mantidos sob cuidados humanos. A relação animal-humano está cada vez mais presente na sociedade, que se torna mais exigente frente ao entendimento dos direitos dos animais. As boas práticas de manejo de bem-estar chegam de forma irreversível aos diversos grupo de animais, porém ainda há muito para se compreender sobre as diferentes formas de adaptação dos animais sob a ótica da pesquisa e da ciência.