Entrevista com a médica-veterinária Hilary Clayton, bacharel em medicina veterinária e cirurgia, PhD, membro da Royal College of Veterinary Surgeons e da American College of Veterinary Sports Medicine and Rehabilitation. Sua linha de pesquisa envolve medicina esportiva equina, especialmente biomecânica, condicionamento esportivo de equinos e interação cavalo-cavaleiro. Recentemente, suas pesquisas estão focadas em evidenciar o efeito de técnicas fisioterapêuticas em cavalos.
A hipótese do aquecimento global se baseia no aumento das concentrações dos gases de efeito estufa (GEE). Em princípio, quanto maior for a concentração dos GEE, mais calor seria aprisionado no sistema climático e mais elevada seria a temperatura do planeta. Um desses gases, o metano, é considerado um GEE 21 vezes mais poderoso que o gás carbônico (CO2). Ele é produzido pelas atividades humanas que estão ligadas à fermentação anaeróbia de matéria orgânica, particularmente a vegetal.
O Brasil é atualmente um dos grandes atores da avicultura moderna. Assim como os demais países que possuem uma avicultura avançada, precisa observar e acatar a demanda de consumidores cada vez mais exigentes, para os quais os atributos de qualidade dos alimentos, especialmente os de origem animal, envolvem além dos já conhecidos quesitos nutricionais e sanitários, questões filosóficas e éticas, como o bem- estar animal.
Trata dos impactos ambientais gerados pelo médico veterinário, da sua responsabilidade com os recursos naturais, de licenças ambientais e da importância das Áreas de Preservação Permanentes (APP´s).
Tratar bem os animais não significa nenhum custo adicional e não é prerrogativa da criação intensiva. É provável que a falta de humanidade e comunicação para com os animais seja um reflexo da própria falta de humanidade da “sociedade industrial” de hoje. É seguindo algumas regras de comportamento que o sistema de criação intensivo se desenvolverá, levando em consideração o bem-estar animal como “modo” de criação, mesmo que esta seja intensiva.