APAMVET

Não há competência sem tempo: por que precisamos repensar a formação em Medicina Veterinária? A implementação das novas DCNs somente será bem-sucedida se houver coerência entre as competências esperadas e o tempo pedagógico necessário para desenvolvê-las

Maria Lúcia Zaidan Dagli
Artigo de Opinião

As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Medicina Veterinária de 2019 estabeleceram o ensino por competências, superando o modelo focado na transmissão conteudista. Sete anos após a publicação da norma, o setor enfrenta desafios de infraestrutura, métodos pedagógicos e tempo hábil para consolidar o aprendizado frente às demandas de Saúde Única (*One Health*). O estudo analisa com ressalvas o avanço de graduações noturnas e do ensino a distância (EaD), alertando que habilidades cruciais exigem vivência prática presencial e supervisão contínua. Para viabilizar as diretrizes, defende-se a reestruturação curricular e a adequação da carga horária às exigências do mercado e da sociedade. A formação profissional precisa garantir padrões técnicos, científicos, éticos e humanísticos compatíveis com o escopo atual da profissão.

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Palavras-chave: Medicina Veterinária; Educação; Competências; Habilidades; Diretrizes Curriculares.
Boletim APAMVET, v.17, n. 2(2026)
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