APAMVET
Artigos APAMVET

Cuidados paliativos em oncologia veterinária: onde e como a ozonioterapia medicinal pode auxiliar

Boletim APAMVET, v.16, n. 2 (2025)

Apresenta casos clínicos de 10 pacientes caninos oncológicos onde a ozonioterapia foi utilizada de forma adjuvante, complementar ou isolada ao tratamento convencional, sob a ótica dos cuidados paliativos, com o intuito de fomentar a busca por pesquisas que possam elucidar os resultados aqui apresentados e o estabelecimento de protocolos específicos para cada tipo de câncer e para cada tipo de paciente com suas particularidades e comorbidades.


Modulação inflamatória da doença mixomatosa valvar mitral em um cão e a ozonioterapia medicinal – relato de caso

Boletim APAMVET, v.16, n. 2 (2025)

Apresenta o caso de uma paciente da espécie canina com doença mixomatosa valvar mitral em estágio C, com evidente dilatação de câmaras cardíacas esquerdas e insu?ciência valvar mitral de grau importante com evidente ?uxo sistólico turbulento em átrio esquerdo (AE). Após a associação do tratamento convencional com a ozonioterapia medicinal, a resposta da paciente teve como resultados, comprovados pela rápida melhora clínica e ecocardiogramas, remissão dos sintomas clínicos da insu?ciência cardíaca congestiva esquerda (ICCE), melhora da função cardíaca, redução da dilatação das câmaras cardíacas esquerdas, redução da necessidade do tratamento medicamentoso e sobrevida com qua-lidade por mais de 14 meses.


Implementação de um sistema de vigilância de patógenos emergentes na fauna brasileira através do Biorrepositório Nacional da Biodiversidade (Bionabio)

Boletim APAMVET, v.16, n. 1 (2025)

O surgimento de novas doenças, principalmente de patógenos com potencial zoonótico, representa riscos significativos para as populações humanas e animais, especialmente em regiões mega diversas como a América do Sul. Embora áreas como a Amazônia, a Mata Atlântica e o Cerrado abriguem uma ampla biodiversidade, há falhas na implementação de sistemas adequados de vigilância de patógenos. Os biorrepositórios, por preservarem amostras e dados biológicos de forma segura, são ferramentas valiosas para rastrear patógenos emergentes e reemergentes em diversas espécies animais e garantir a cooperação científica. No Brasil, o Biorrepositório Nacional da Biodiversidade (Bionabio) nasce como uma rede colaborativa tendo como cerne a vigilância de patógenos na fauna brasileira com ampla distribuição espaço-temporal, conectando diferentes entes interessados.


Infecções urinárias multirresistentes em cães – possibilidades diagnósticas e terapêuticas na medicina integrativa – relato de caso

Boletim APAMVET, v.16, n. 1 (2025)

No presente relato de caso clínico, os autores informam sobre a complexidade de infecções bacterianas do sistema urinário de cães, tais quais aspectos da infecção multirresistente, informações do microbioma nesta espécie animal, o método ideal de coleta de material, as cultura-independentes, os casos de cistites recorrentes e as diretrizes sobre infecções do trato urinário e a resistência a terapias antimicrobianas. Relatam o emprego da ozonioterapia, como forma de tratamento em uma cadela da raça Beagle, após o fracasso com o uso de ciclos de antibioticoterapia, informando as vias de administração, o protocolo de tratamento e os exames clínicos obtidos com acompanhamento de dois anos e nove meses, e os resultado obtidos.


O Tripé do bem-estar, reprodução e conservação da fauna selvagem

Boletim APAMVET, v.16, n. 1 (2025)

A biodiversidade na Terra está em declínio alarmante, ameaçando os ecossistemas globais e o equilíbrio necessário para a vida humana. Essa crise afeta habitats variados e a perda de uma única espécie pode desencadear efeitos dominó imprevisíveis. Cientistas desenvolvem estratégias de conservação que combinam esforços in situ (no habitat natural) e ex situ (fora do habitat natural) para evitar colapsos ecológicos. A reprodução da fauna selvagem é complexa devido à escassez de dados sobre aspectos fisiológicos e comportamentais das milhares de espécies. Técnicas como inseminação artificial e fertilização in vitro superam barreiras naturais de reprodução e promovem a diversidade genética. A clonagem também oferece promessas para recuperar espécies ameaçadas. Bio bancos de germoplasmas armazenam materiais biológicos, funcionando como seguros genéticos para futuras restaurações de espécies.