A Redação do Boletim APAMVET entrevistou Dra. Geissiane Moraes Marcondes, CRMV-SP 25.439, e Dra. Nicole Fidalgo Paretsis médica-veterinária CRMV-SP 30742 a respeito do uso de um nanocompósito a base de carbono. É um trabalho multidisciplinar que foi realizado sob orientação do Prof. Dr. André Luís do Valle De Zoppa, do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo.
A aquicultura mundial é uma atividade importante para a segurança alimentar e responderá com 57% do total de pescado destinado ao consumo humano. A farinha de peixe é um dos principais ingredientes usados nas rações aquícolas. Dietas para peixes podem representar até 80% dos custos de produção e os níveis de inclusão de farinha de peixe nas formulações pode alcançar 64%. Neste sentido, a produção de dietas na aquicultura dependerá de fontes de proteínas sustentáveis. Neste contexto, insetos podem ser considerados fontes de proteína com teores de 25% a 75%. Insetos podem ser fonte de leucina, prolina, tirosina e valina, com perfil aminoácidico similar a farinha de peixes e melhor que farelo de soja. Também podem ser considerados fontes de ácidos graxos poli insaturados. A farinha de mosca-soldado negra, tenebrio molitor e grilo podem substituir parcialmente ou totalmente a farinha de peixe em dietas para peixes sem causar efeitos negativos no desempenho zootécnico, (...)
A ciência do bem-estar vem ganhando força graças a muitas pesquisas na área que possibilitam o entendimento sobre a senciência e as diferentes formas como os animais lidam com os desafios de ambientes artificias, quando estão mantidos sob cuidados humanos. A relação animal-humano está cada vez mais presente na sociedade, que se torna mais exigente frente ao entendimento dos direitos dos animais. As boas práticas de manejo de bem-estar chegam de forma irreversível aos diversos grupo de animais, porém ainda há muito para se compreender sobre as diferentes formas de adaptação dos animais sob a ótica da pesquisa e da ciência.
A suinocultura brasileira possui importância econômica e encontra-se no quarto lugar no ranking de produção de carne suína mundial. Seu desenvolvimento está intimamente ligado à promoção da sanidade nos planteis e a correta gestão ambiental. Dejetos sólidos, efluentes brutos de suínos, carcaças e restos de animais mortos apresentam alto poder poluente e de disseminação de doenças e devem ser tratados por processos biológicos que incluem a compostagem, a biodigestão anaeróbia e os leitos cultivados. Estas tecnologias são capazes de atingir os objetivos sanitários e ambientais. A suinocultura do século XXI deve ser voltada para a sustentabilidade nos seus principais quatro pilares da produção que são o social, o econômico, o sanitário e o ambiental, onde a sanidade e os cuidados com o ambiente devem estar associados e praticados em harmonia.
O diagnóstico veterinário por imagem avança em passos mais largos e ousados nos últimos anos, acompanhando o mercado Pet que apresenta crescimento expressivo, há mais de uma década, segundo informações da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET). Após longo período contando com a disponibilidade de apenas metodologias como Raios-X e ultrassom, a especialidade do diagnóstico por imagem conseguiu elevar seu patamar. Limitada por muitos anos pela impossibilidade de manter viabilidade financeira para contar com modalidades como tomografia computadorizada e ressonância magnética, nos últimos anos houve um avanço expressivo na quantidade de equipamentos de ressonância magnética e tomografia computadorizada disponível para pets.